Operadoras de telefonia móvel suspensas possuem 70% do mercado
As operadoras de telefonia móvel brasileira, que serão proibidas de vender chips e novas linhas de telefonia móvel, por tempo indeterminado, a partir de segunda-feira (23/07), correspondem a 70% do mercado brasileiro, segundo os dados divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O anúncio foi feito pelo presidente da agência, João Rezende, em coletiva para a imprensa na sede da entidade, em Brasília (DF).
A partir de segunda (23), TIM, que possui 26,89% do mercado, Claro (24,58%) e Oi (18,65%) as vendas somente poderão voltar ao normal após essas operadoras demonstrarem planos de investimentos – que serão avaliados pela Anatel em até 30 dias. Segundo a Anatel, a decisão deve-se aos problemas na qualidade dos serviços prestados, como quedas constantes nas ligações.
Obs.: Novas vendas só serão permitidas após análise e aprovação do plano pela Anatel.
Veja na tabela ao lado as operadoras e os estados em que a medida será efetuada a partir desta segunda (23).
A medida também impede portabilidade de clientes às operadoras punidas e vale ainda para venda de modens. Se a determinação for desrespeitada, as operadoras pagarão multa de R$ 200 mil por dia. Existe apenas um detalhe nisso tudo, as empresas (infelizmente) podem recorrer da decisão.
Em Porto Alegre, desde segunda-feira (16/07), as lojas da Oi, Vivo, TIM e Claro, já estavam proibidas de vender novas linhas telefônicas após o Procon local receber inúmeras diversificadas reclamações sobre perdas de sinal e “pontos cegos” de cobertura na cidade, (matéria foi divulgada nacionalmente pelos telejornais de todas as redes de televisão do País.
Na quarta-feira (18/07) o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil) fez o seguinte comunicado:
“a decisão foi baseada em queixas apresentadas ao Call Center da Anatel, que não revelam as reais condições das redes que suportam os serviços. A Anatel considerou dados dos últimos meses, que não refletem os investimentos realizados pelas prestadoras nesse período”.
O Sindicato afirmou ainda que o setor cobra das autoridades ações para implantação de infraestrutura e cita Porto Alegre como uma das cidades que tem legislação restritiva, “que atrasam a expansão de serviços”. “Mais uma vez, o setor afirma que a suspensão das vendas só traz prejuízos para a população e não resolve os eventuais problemas de qualidade dos sinais de telefonia móvel”.
A Vivo que é líder do mercado, com 29,56%, não sofreu nenhuma punição.
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